Varrer é escolher um número e um bloco e perguntar: onde é que este número pode ir, aqui dentro? Para cada célula vazia do bloco, olha-se para a linha e para a coluna dela. Se o número já lá está, a célula fica excluída. Quando sobra uma só, o número é dela.
Não é preciso escrever nada. É por aqui que quase toda a gente começa, mesmo sem saber que a coisa tem nome.
Um exemplo
Procuramos o 8 no bloco 5, o do meio. O bloco tem seis células vazias e ainda não tem nenhum 8.
Há um 8 na linha 4, à direita, e outro na linha 5, à esquerda. Nenhuma célula do bloco nessas duas linhas pode ter o 8.
Na coluna 6 também já há um 8, lá em cima, na linha 3. Fica de fora a última célula vazia do bloco nessa coluna.
Sobra uma célula: a da linha 6, coluna 5. O 8 do bloco 5 tem de estar ali.
Cruzamento
O que se fez no exemplo tem nome próprio: cruzamento (cross-hatching). Cada número que já está na grelha risca a sua linha e a sua coluna. Onde as riscas passam por cima de um bloco sobram poucas células livres, e às vezes uma só.
Varrer com método
Um número de cada vez. Escolher um número e percorrer os nove blocos à procura dele é mais rápido do que olhar para tudo ao mesmo tempo.
Começar pelos números que mais aparecem. Um número que já está sete vezes na grelha só tem dois sítios por preencher, e as riscas deixam quase tudo de fora.
Varrer também linhas e colunas. A pergunta é a mesma — onde é que este número pode ir aqui? —, só muda a unidade.
Depois de colocar, voltar atrás. Cada número novo é mais uma risca, e pode resolver um bloco que há pouco ainda tinha duas hipóteses.
Quando o varrimento encontra o único sítio de um número numa unidade, encontrou um simples oculto: a primeira técnica a sério, e o assunto do próximo artigo.