Uma grelha por começar tem quarenta ou cinquenta células vazias. Olhar para todas ao mesmo tempo não leva a lado nenhum. Vale a pena ter uma ordem: procurar primeiro o que se vê depressa e só depois o que dá trabalho.
A ordem
Últimos números. Uma linha, coluna ou bloco com uma só célula vazia resolve-se sem pensar: é o último número.
Varrer, do número mais frequente para o menos. É o varrimento, que encontra simples ocultos. Primeiro nos blocos, depois nas linhas e nas colunas.
Escrever as notas quando já não for possível encontrar mais números e procurar células com um único candidato — os simples nus. Ver notas de candidatos.
As técnicas do nível Médio — apontamento, redução linha-bloco, par nu, par oculto. Não colocam números: tiram candidatos das notas. Cada candidato que sai pode deixar à vista um simples.
A regra que mais conta é também a que mais se esquece: depois de cada número, voltar ao princípio. Um número novo pode completar uma unidade ou deixar um bloco com um só sítio para outro número. Procurar pares com um último número à vista é fazer o difícil antes do fácil.
Começar pelo número que mais aparece
Um número que já está sete vezes na grelha só tem dois sítios por preencher. As suas sete linhas e sete colunas riscam quase tudo. É por ele que se começa.
No início deste puzzle, o 9 aparece sete vezes — nenhum outro número passa de quatro. Faltam dois: um no bloco 1, outro no bloco 8.
No bloco 1, os 9 das linhas 2 e 3 riscam as duas linhas de baixo do bloco. Das sete células vazias, ficam três.
Os 9 das colunas 1 e 2, mais abaixo, riscam duas das três que restavam.
Sobra a célula da linha 1, coluna 3: é nela que se coloca o 9 do bloco 1. No bloco 8 passa-se o mesmo. O 9 fica completo antes de se ter olhado para qualquer outro número.
Um número que aparece cinco ou seis vezes costuma dar também alguma coisa. Um que aparece uma ou duas quase nunca dá, à primeira — deixa-se para quando a grelha estiver mais cheia.
Quando se fica preso
Mudar de unidade. Quem varre só os blocos esquece-se das linhas e das colunas. Há simples ocultos que só aparecem nelas.
Rever as notas. Uma nota em falta faz parecer que uma célula tem menos hipóteses do que tem; uma a mais esconde um simples nu. Refazer as notas de uma unidade custa pouco.
Não adivinhar. Todos os puzzles do Urso Pardo se resolvem só com lógica. Colocar um número «para ver se resulta» pode levar a uma grelha errada. O erro só se torna evidente muito mais tarde, quando já é difícil perceber onde começou.
Pedir uma pista. A pista do jogo segue esta mesma ordem: indica sempre a técnica mais simples que avança, depois onde está e só no fim o passo inteiro. Se houver um número errado na grelha, começa por dizer isso. Conta como ajuda, desde o primeiro degrau.
Agora tu
Posições de puzzles a meio da resolução. Coloca um número, qualquer um que se encontre com as técnicas do nível Fácil: último número, simples oculto ou simples nu.